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Clínica e Cirugia de Olhos - Drº Paulo Larocc

Clínica e Cirugia de Olhos - Drº Paulo Larocca

Uveite

A inflamação do trato uveal (que é a camada vascular média do olho) ou uveíte é devida a muitas causas. As uveítes ainda podem ser classificadas de acordo com o tempo de evolução em agudas e crônicas. Os casos agudos têm início rápido (em alguns dias) e podem durar de 2 a 6 semanas. As formas crônicas tem início insidioso e tipicamente duram mais que 6 semanas, podendo evoluir por muitos meses.

Quando dizemos que a pupila está miótica significa que ela está contraída e quando dizemos que a pupila está midriática significa que ela está dilatada. No caso das uveítes anteriores, a pupila pode ficar miótica devido ao processo inflamatório e congestivo que envolve a íris. Nestes casos, a miose pode dificultar a avaliação dos reflexos pupilares à luz, a visualização do fundo de olho,além de facilitar a formação de sinéquias posteriores(aderências entre a íris e o cristalino).É por isso que se usam agentes midriáticos em associação com corticosteróides no tratamento das uveítes, para reduzir o processo inflamatório e manter a íris dilatada e, consequentemente, mais afastada do cristalino,evitando a formação dessas sinéquias. É por isso também que importante o diagnóstico precose das uveítes, para que a medicação específica seja introduzida o mais precocemente possível,evitendo-se assim a ocorrência destas complicações.

Nos casos agudos, os sintomas da uveíte anterior, tem início rápido com dor ocular, fotofobia, olho vermelho,lacrimejamento e ambaçamento visual.A vermelhidão se concentra em geral ao redor da córnea, recebendo a denominação de injeção ou hiperemia pericerática. Para entedermos melhor como visualizamos a reação inflamatórias na câmara anterior,podemos imaginar o que ocorre num cinema, onde a visualização do facho de projeção da luz em direção à tela cinematográfica representaria o que chamamos de "flare" e as partículas de poeira que percebemos no meio deste facho luminoso representariam as células inflamatórias.

A pupila pode estar miótica e sinéquias posteriores podem se formar.As aderências podem ocasionalmente se desenvolver em poucos dias nos pacientes com inflamação severa,mas, em geral, a presença de sinéquias indica que a inflamação tem sido crônica ou recorrente.  Aderências entre a íris e a córnea próximas ao ângulo da câmara anterior tembém podem ocorrer e são chamadas de sinéquias anteriores. Todas estas aderências podem ser responsáveis pelo desenvolvimento do glaucoma: as primeiras por poderem provocar um bloqueio pupilar (dessa forma impedindo o fluxo de humor aquoso da câmara posterior para a anterior, fazendo com que se eleve a pressão intra-ocular) e as últimas por obstruírem diretamente o fluxo de saída do humor aquoso no ângulo da câmara anterior. As células inflamatórias podem se acumular na parte inferior da câmara anterior, originando um nível líquido de cor esbranquiçada denominado hipópio. O hipópio pode estar associado a muitos tipos de uveíte, mas classicamente acompanha a chamada doença de Behçet.

A presença de sinéquias e a atrofia iriana,que podem ocorrer nos casos crônicos, também podem dificultar muito a valiação da íris,pupila e fundo de olho. Em paciente com quadros crônicos pode haver a deposição de cálcio nas camadas superficiais da córnea,originando a ceratopatia em faixa calcificada (faixa de cor branca que se forma na parte central da córnea, na área da fissura interpalpebral e através e contribui para a redução da visão). É removida cirurgicamente através do uso tópico de ácido etilenodiaminotetracético (EDTA).

As uveítes anteriores crônicas geralmente têm início insidioso e curso prolongado,podendo persistir por meses ou anos. Os sintomas podem ser mínimos, mesmo na presença de inflamação severa.É o caso das uveítes anteriores associados à artrite reumatóide juvenil que ocorre nas crianças, onde, mesmo na vigência de processo inflamatório importante, o olho pode estar branco, calmo, e a sintomatologia pode não ser muito exuberante. Dentre as uveítes anteriores, podemos citar a uveite anterior idiopática (que é a mais comun), a iridociclite heterocrômica de Fuchs e as uveítes anteriores associadas a doenças reumatológicas,comoartrite reumatóide juvenil, espondilite anquilosante e síndrome de Reiter, entre outras. Dentre as uveítes posteriores, podemos citar a toxoplasmose (no Brasil, esta e a causa mais frequente de uveíte posterior infecciosa), a tuberculose e a sarcoidose. Algumas uveítes podem afetar ambos seguimentos, anteriores e posteriores.

O uso de colírios midriáticos tem a função de aliviar o espasmo ciliar e reduz a dor, bem como manter a pupila dilatada, evitando assim a formação de sinéquias posteriores.De acordo com a etiologia da uveíte, como por exemplo nos processos de causa infecciosa, outras medicações específicas são utilizadas e o tempo de tratamento variam de acordo com a etiologia, evolução e gravidade de cada caso.

É difícil se dizer auias os exames obrigatórios para os pacientes com uveíte, poi, a decisão deve-se basear invariavelmente na suspeita clínica. Uma abordagem não sleteiva onde são pedidos inúmeros testes laboratoriais é frequentemente dispendiosa e pode não fornecer informações relevantes.Podem ser pedidos exames de sangue, urina, fezes e outros que ajudam a detectar prováveis doenças auto-imunes (doenças reumatológicas). Os testes sanguíneos utilizados para diagnóstico em uveítes são muito numerosos.Entre os principais exames pedidos encontram-se hemograma (contagem de hemácias e leocócitos) que, conforme o resultado, ajuda o direcionamento da hipótese diagnóstica; testes para detecção de doenças reumatológicas, como os chamados fotor antinúcleo e fator reumatóide.O testecutâneo para identificação da tuberculose, também está entre os mais importantes.

Exames oftalmológicos específicos, como a angiofluoresceinografia, também são importantes no diagnóstico e acompanhamento de alguns pacientes com uveíte. Outros exames radiológicos, como a ultra-sonografia ocular,tomografia computadorizada e mesmo a ressonância nuclear magnética,também podem ser solicitados, conforme o caso. Por vezes o diagnóstico definitivo em alguns casos de uveíte pode requerer uma confirmação histológica (isto significa que deve ser feita uma retirada de um fragmento do tecido acometido para análise, ou seja, uma biópsia), principalmente nos casos de tumores oculares. Em casos leves, os retornos podem ser mais esoaçados e com amelhora dos sinais inflamatórios podemos gradativamente reduzir a medicação. Casos severos requerem retornos frequentes, eventualmente até retornos diários se houver complicações de maior gravidade. Os paciente devem ser bem esclarecidos qunto a possíveis sinais de piora ou recidiva da uveíte (dor ocular, fotofobia, redução da visão, moscas volantes, olho vermelho) e orientados a procurar imediatamente o oftalmologista na presença destes sintomas.

As uveítes podem ter recidivas, elas vão depender do nível de atividade da doença de base, sej aela primariamente ocular ou não, e que por sua vez pode sofrer influência de diversos fatores como estado imunológico do paciente, fatores endócrinos, fatores sociais e geográficos como raça, sexo e idade.

Podem ocorrer também uveítes em ambos os olhos ao mesmo tempo. Nestes casos, o início pode ser simultâneo ou não, um dos olhos pode cursar com um quadro mais severo do que o outro.

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